segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Inclusão de deficientes depende de ação em várias áreas, diz vereadora Vinicius Konchinski Repórter da Agência Brasil
São Paulo - A inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho não depende só da iniciativa de empresas para se adequarem à Lei de Cotas ou da fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) quanto ao cumprimento da norma. Depende de uma ação integrada para melhoria do transporte, da educação, da saúde e da acessibilidade das cidades, e também de uma mudança de atitude dos empresários. Essa é a opinião da vereadora e ex-secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo, Mara Gabrilli (PSDB).Em entrevista à Agência Brasil, Gabrilli, que ficou tetraplégica após um acidente de carro ocorrido em 1994, afirmou que "nenhuma empresa vai estar preparada para contratar uma pessoa deficiência até contratar o primeiro, depois o segundo, o terceiro e então perceber que ele também é capaz. É preciso deixar o preconceito de lado", diz.A vereadora também disse que a exclusão social das pessoas com deficiência é histórica e, para solucioná-la, não adiantam ações radicais, mas sim as coordenadas. "Para que as empresas contratem essas pessoas, o transporte vai influenciar, a calçada vai influenciar, a formação dessas pessoas vai influenciar. Será que todos conseguiriam chegar ao trabalho? Será que todos já passaram pela escola? Será que elas tem saúde para trabalhar?", defende. Segundo ela, a cidade de São Paulo tem 2.280 ônibus acessíveis a deficientes.Mara Gabrilli defende que a inclusão dos deficientes colaboraria com a redução do preconceito e daria condições para que as pessoas exijam mudanças.
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