segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Mesmo com os transtornos causados pela chuva, UNE e Ubes lançam campanha no Rio.

26/10/2007
Mesmo com os transtornos causados pela chuva que complicam a vida dos cariocas desde a madrugada de quarta-feira (24), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) conseguiram levar cerca de 500 pessoas para o lançamento da campanha "Mudar a política para mudar o Brasil", na Candelária, centro do Rio de Janeiro (RJ).
A manifestação, que tem como principal tema a reforma política, demonstrou a vontade dos estudantes em mudar a cara da política brasileira, na opinião de Lúcia Stumpf, presidente da UNE. "Isso ficou claro na disposição dos que vieram aqui hoje dizer que as coisas estão erradas e precisam tomar outros rumos", comemora. Os novos rumos que a entidade defende passam por uma ampla e democrática reforma política, um processo de democratização dos meios de comunicação e pressões por mais investimentos na educação. "Esses são os três eixos condutores da nossa campanha", explica.
"A UNE aponta que a solução para a corrupção não é resolver caso a caso. O nosso papel na história do Brasil sempre foi apontar as saídas mais difíceis, porém as mais conseqüentes", afirma Lúcia.
Ela acredita que as duas entidades podem cumprir um importante papel para que a política não fique desacreditada perante à juventude. "O que a gente vê retratado nos jornais é a política como sinônimo de corrupção. E não é isso.
Para nós, o Brasil precisa e tem condições de ter um sistema representativo forte, com uma política que sirva ao desenvolvimento e à redução das desigualdades sociais", declara.
A UNE defende também a elevação dos investimentos em educação. Para a entidade, por meio do acesso à educação de qualidade, a população terá capacidade de ter senso crítico e uma opinião mais conseqüente sobre o que acontece no país.
Ela lamentou o fato da chuva ter prejudicado a passeata, mas destacou o simbolismo de um ato como aquele acontecer quando alguns movimentos tentam desacreditar a mobilização e o interesse dos jovens pela participação política. "Isso deixa claro que a juventude está antenada com os problemas que afetam o nosso sistema político e disposta a propor mudanças. Queremos, sim, a punição imediata de todos os envolvidos em casos de corrupção.
Mas queremos também debater idéias mais propositivas", anuncia.

Seqüência
De acordo com Lúcia, esse foi apenas o começo da campanha. O próximo passo é organizar em novembro um debate em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil Seção Rio de Janeiro (OAB-RJ). O objetivo é aprofundar a reflexão sobre a reforma política e os desafios para a construção de um projeto de desenvolvimento nacional que priorize a educação, a distribuição de renda e a justiça social.
"A largada foi dada hoje com muito suor e garra. Agora vamos espalhar a campanha pelas universidades brasileiras. A idéia é que ao longo deste ano e do ano que vem façamos discussões dentro das universidades para ouvir as propostas de todos os estudantes e mudar os rumos dos ventos", convoca. (Com informações do site EstudanteNet e da Agência Brasil)

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